voltei meu olhar pra minha mãe, eu ja estava juntando os fatos, mais só até a parte em que eu bati o carro, afinal não lembrava de nada. Abri a boca para incentivar minha mãe a falar, mais antes que pudesse dizer alguma coisa ela desembuchou...
- Olha Lilian, não sei como te contar isso, então vou ser o mais breve possível. Ela tentava conter o seu choro, mais ainda escorriam pela sua face indesejáveis lágrimas. - você foi a uma balada com seus amigos, e na volta você tava no volante.. mais você perdeu o controle e bateu contra um outro carro, no qual haviam um casal e duas crianças. As duas crianças que estavam no outro carro morreram. - Disse pausadamente cada palavra. Mais ela está me escondendo algo, eu sei.
- E que mais?... fala mãe, eu preciso saber!
- Bom, é que.. seu namorado.. ficante né ? – ela abriu um sorrisinho de canto, disfarçando a tristeza – bom ele estava no banco de traz junto com sua amiga, a Jéssica e..
- Não precisa dizer mais nada, isso já é o suficiente. – sentei na cadeira dura da delegacia, abaixei minha cabeça atolando ela em minhas mãos, e não me conti. As lágrimas escorreram de meu rosto contra minha vontade, meu coração se apertou de tal forma que pensei que ele iria parar de bater naquele exato momento, não conseguia respirar, me faltava o ar. Eu estava soluçando de tanto chorar, meu rosto inchado, minha conciência pesada. porque não eu no lugar deles? porque? eu os matei, eu tirei a vida deles, da minha melhor amiga, e do menino que eu amava. Eu sou uma inutil, uma monstra. Não conseguia pensar em mais nada a não ser em como seria minha vida daquele dia em diante. Não iria superar nunca o fato de eu ser uma assassina. Foi então que ouvi a voz da minha mãe....
- Lembra que você consegiu um estágio em Nova York, Los Angeles e Minnesota ?
- Hãn ? - Minha mãe começou a chorar desesperadamente, soluçando. - É que agora seu pai vai te mandar para Minnesota, Bellingham, você vai morar com alguns estudantes e fazer a bolsa de.. de dois anos.
- Oque? Não, ele não pode fazer isso, você não pode deixar ele fazer isso! - eu chorava sem pausas, foi então que me pai voltou e agarrou meu braço sem muita força, e foi me arrastando até o carro. Ele abriu a porta traseira e então me soltou, empurrando devagar minhas costas forçando eu entrar no carro e então fechou a porta.
Eu fui observando o caminho, sem capacidade para pensar no que havia acontecido, e muito menos para pensar para onde ele estava me levando. Foi então que ele entrou em um estacionamento e eu reconhei o lugar aeroporto aaarg.
quarta-feira, 17 de junho de 2009
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