quarta-feira, 17 de junho de 2009

chegamos no aeroporto, olhei no relógio, eram 5:30h e eu nem tinha se quer durmido direito
- Você..você tava falando serio não é ? - meus olhos encheram de água enquanto olhava pro meu pai, que desviava o olhar evitando olhar nos meus olhos.
- sim, estava. – ele me entregou uma sacola de tamanho médio, na fúria em que ele estava pensei que fosse uma bomba, um rato, sei la, não veio nada em minha cabeça em que o tinha la dentro era uma coisa boa. Matei minha curiosidade e fuxiquei a sacola onde encontrei uma calça jeans, uma blusa verde clara que acompanhava um casaco branco, um par de meias e um all star azul marinho. Depois me me entregou uma bolsinha, a bolsinha que eu levava a tudo quanto é lugar comigo, la tinha minha escova de dentes, uma pasta e minhas maquiagens a que
– Vai ao banheiro, se troque, se.. arrume. Iremos te esperar aqui. Suas malas estão no avião, seu vôo sai daqui a uma hora, portanto seja rápida.
Fui ao banheiro, pus as peças de roupas que estavam na sacola, lavei meu rosto, escovei meus dentes, passei uma leve maquiagem e por fim fiz um rabo de cavalo baixo. Fui ao encontro de meus pais que me esperavam no café do aeroporto. Eles estavam em silêncio.
- Voltei. – disse tentando quebrar o gelo e sentando entre eles.
- Minha filhinha!!! – disse minha mãe, enquanto mergulhava seu rosto novamente em lágrimas. -Olhe, aqui tem seu RG, um cartão de credito e um celular. Seu cartão de credito tem limite de vinte mil dólares, é pro ano inteiro. Ano qe vem eu coloco mais dinheiro. Você já pode entrar no avião – apontou para um avião grande, com pessoas entrando, olhei para o relógio, marcava 5:58h – aqui está a passagem e o endereço. – ela tirou um papelzinho da bolsa e me entregou “Rua St Paul Boowie, Travessa 17 com 45, prédio 2 apto 5. Hum....
Quando eu ia saindo minha mãe me puxou pelo braço.
- Filha, eu sei que você não vive sem suas roupas então eu arrumei suas malas - ela sorrio sem mostrar os dentes - na mala vermelha estão as roupas de calor, na mala azul estão as roupas de inverno, na mala verde estão as roupas mais normais, como você diz – ela soltou uma risadinha – e na mala laranja estão os sapatos. Boa sorte minha filha, eu te amo muito – Ela me agarrou, quase me sufocando, mais eu gostei. Agora nós chorávamos. Eu ia sentir saudade dela. Então chegou a hora de eu entrar no avião, sempre tive medo de andar nesse negocio com duas asas, mais agora andar de avião era o problema mínimo de minha vida. Papai escolheu um avião bem vagabundo, não tinha TV e as cadeiras eram duras, um pouco mais macia que as da delegacia, mais ainda assim eram duros, e a cadeira ao meu lado estava vazia Aaaah meu Deus...

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