- Mais não imaginei que fosse tão pequena assim - disse num tom meio que monotomo.
- Deixe me adivinhar.. você era de Miami não era? - ele deu mais um de seus sorrisinhos encantadores.
- Uhum...
- Isso explica sua cara de horror – ele imitou minha cara fazendo eu soltar uma risada abafada -Miami.. cidade gigantesca...
- Pois é, e não se esqueça das lindas praias, dos incríveis shoppings, e dos melhores restaurantes.
Nós rimos por um instante, e logo quando ele percebeu de que o assunto estava acabando começou a falar, e imagino que não deu nem tempo de ele pensar no que dizer.
– Mais então.. Essa travessa 17 com 45 é a menos utilizada pelos moradores, fica num bairro distante, e longe de tudo. Quer dizer, menos perto das lojas, padarias, mercados enfim - ele me olhou de uma forma inesplicável, mais encantadora.
Ficamos falando sobre nós, das coisas de que gostavamos, o motivo de eu estar ali - mais é claro que eu não contei do acidente - das músicas do meu mp3, do quanto é ruim ter um mp3. Descobri que ele tinha dezenove anos, e que seu sobrenome é Huston. É engraçado falar Huston. Huston, Huston, Huston..
Finalmente chegamos, ja estava na hora né, mais um segundo naquele avião de pobre e eu pirava.
- Ufa, chegamos vivos. - respirei fundo e olhei pela janela.
A comissária de bordo disse umas coisas mais eu nem prestei atenção, minha preocupação pra sair daquela coisa era grande demais para minha mente fixar-se em algo. Eu e Joe fomos os últimos a sairmos do avião, e quase que eu esqueço minha bolsa; mais Joe é mesmo um cavalheiro.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
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