Proucurei pela minha bolsa pra nela pegar um lenço, e na mesma hora o bonitão do meu lado me olhou e fez uma expressão indescritível e nisso passou uma de suas mãos em meu rosto fazendo com que enxugasse minhas lágrimas.
- Posso ajudar ? - ele perguntou me encarando com a sua linda face
- Eu estou bem, obrigada – dei a ele um sorriso sem mostrar meus dentes, peguei o lenço e me ajeitei no banco.
- Tudo bem então, mais se precisar.. Meu nome é Joe, bom na verdade é Joseph mais costumam me chamar assim, mais me chame como achar melhor - Percebi que ele estava meio sem jeito ao falar, e então não me comportei como sempre, resisti para não ser arrogante com o bonitão, quer dizer com o Joe.
- Oi, eu sou Lilian, mais pode me chamar de Lilly - logo fluiu um sorriso amarelo no meu rosto.
A comissária de bordo começou a falar e eu fechei meus olhos tentando não me concentrar no que ela dizia, odiava escutar essas coisas, mais foi inevitável não ouvir uma coisai.
- ... Bem vindos ao vôo matutino das 6:30, destino, Minnesota. O tempo de viagem é de aproximadamente duas horas. Sem paradas.
- duas horas ? – abri meus olhos e cochichei para o Joe.
- É.. vai ficar em Minnesota ou vai pegar outro avião ?
- Bom, eu vou pegar um ônibus pra uma cidade chamada... beslli, não não, é bellin, ah não sei o nome do pedaço de terra não, mais acho que começa com B – Ele sorriu, que sorriso fascinante
- Seria.. Bellingham, por acaso ?
- Ah, deve ser isso, deixa eu confirmar.. - abri minha bolsa em busca do pequeno papel em que marcava o endereço da onde eu tinha que ir. Peguei o papel e abri anciosamente - é isso ai, mas como sabe? – Olhei pra ele intrigada
- É que, bem, meus pais moram lá, na verdade só a minha mãe, meu pai morreu há quase dois anos, mais eu moro na capital mesmo. – ele fez uma expressão triste, mais parecia haver mais que tristeza ali - estou indo para Bellingham, visita-los.
- hum.. que legal – não sabia o que dizer a não ser "que legal", estava tentando não ser arrogante, afinal precisava de alguem pra ser meu amigo naquele fim de mundo.
- E você, vai fazer o que em Bellingham ? – ele me olhava curioso.
- Ah, eu ganhei uma bolsa para um curso de.. de de um treco lá pra “descobrir quem eu realmente sou e ficar em paz com meu eu interior”, - fiz aspas com as maos e revirei os olhos - Eu tinha que escolher entre NY, LA e MN, e como castigo meus pais me mandaram pra cá.
-Então, já sabe onde vai ficar ?
- Ah sim.. é no.. – olhei novamente no papel em que estava na minha mão – hãm... é na Rua St Paul Boowie, Travessa 17 com 45. Conhece ?
- Conheço sim, mais é bem distante da casa de minha mãe. Quer dizer, a cidade é bem pequena, tem menos de 1.500 habitantes, então não é looooooonge
- O QUE ? – falei num tom mais alto, interronpendo-o – quer dizer.. o que ? - disse mais baixo - credo, além de viver no fim do mundo irei conviver com menos de 1.500 pessoas? nossa, como meu pai é legal, mas tenho de concordar que mereço isso...
– Eu disse que era uma cidade pequena - ele deu mais um daquele seu sorriso encantador
sábado, 20 de junho de 2009
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ta mt bom, posta mais! ;*
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